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Soul's expressions – आत्मा भाव

Krishna & Cristo December 25, 2015

Filed under: Índia,Inspirações,Love,Meditação,Mestres,Spirituality,X — Sada @ 4:16 pm

krishna e cristo

 

São muitas as semelhanças entre o Cristianismo em sua essência e a consciência de Krishna (Deus). A razão é bastante óbvia — eles são ambos caminhos para o mesmo objetivo — a consciência de Deus. É impraticável pensar que Deus se restringiria somente a um certo grupo de pessoas baseado na sua origem ou em divisões sectárias. Deus é universal, Ele não pode ser limitado por rituais ou convicções pessoais. Ele se manifesta de modos e formas mais receptivo às pessoas, baseado em: tempo, lugar e circunstância.

Em consciência de Krishna o Senhor Jesus é considerado como o filho perfeito de Deus porque ele executa perfeitamente a vontade de seu Pai. Ele desceu como uma encarnação autorizada (shaktyavesha avatara), para ensinar através das palavras e através do exemplo o caminho para retornar ao lar, de volta ao Supremo. Ele exemplificou tolerância, compaixão e pregou rendição total a Deus. Essa também é a essência de todos os ensinos Védicos, assim não é surpreendente que há muitas semelhanças na sua filosofia básica.

Com essa perspectiva, é interessante comparar alguns dos pontos chaves definidos entre o Cristianismo e a consciência de Krishna ou bhakti-yoga.

RENDIÇÃO A DEUS

Ambas as religiões enfatizam rendição da mente, corpo e alma a Deus como os únicos meios de liberação. Quando o Senhor Jesus Cristo era interrogado pelos Fariseus sobre qual era o maior de todos os mandamentos, Ele respondeu claramente: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda tua alma e de todo o teu entendimento. Esse é o primeiro e o maior dos mandamentos” (Matheus 22:37–38). Semelhantemente todo o conteúdo do Bhagavad-gita é resumido no verso: “Abandona todas as variedades de religião e simplesmente rende-te a Mim. Eu te liberarei de todas as reações pecaminosas. Não temas” (18:66).

SERVIÇO DEVOCIONAL

O apóstolo Paulo disse: “Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1). No Bhagavad-gita Sri Krishna diz: “Pense em mim e converte-te em Meu devoto. Adora-Me e oferece-Me tuas homenagens. Assim, virás a Mim impreterivelmente. Eu te prometo isso porque és Meu amigo muito querido” (18:65).

CANTANDO O SANTO NOME

Deus e o Seu nome  não são diferentes. Na Bíblia é dito “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor para a Glória de Deus Pai” (Filipenses 2:10–11) e “Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Romanos 10:13). A principal oração ensinada por Jesus Cristo começa assim: “Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome” (Matheus 6:9). Podemos ver também: “No princípio era o verbo, o verbo estava com Deus e o verbo era Deus” (Jo 1:1), “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Atos 2:21) e “Eu lhes fiz conhecer o Teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles e Eu neles esteja” (João 17:26).

O Srimad Bhagavatam diz: “Os seres vivos, emaranhados nas complicadas redes de nascimento e morte, podem libertar-se de imediato, cantando, mesmo inconscientemente, o santo nome de Krishna, que é temido pelo medo personificado” (Canto 1, 1:14).

VEGETARIANISMO

Jesus Cristo disse: “Não matarás, mas qualquer que matar será réu de juízo” (Matheus 5.21). O verbo matar é aplicado a matança de pessoas e animais, não vegetais. Quando é só dirigido a pessoas, temos o verbo “assassinar”. Portanto é claro que Jesus Cristo se referia aqui a matança de animais também. As escrituras Védicas deixam muito claro que a matança de animais é algo extremamente pecaminoso, que impede o nosso avanço espiritual. Sri Krishna diz: “Se uma pessoa Me oferecer com amor e devoção uma folha, uma flor, frutas ou água, Eu aceitarei.” (Gita 9:26). Shri Krishna diz também: “Os devotos do Senhor se liberam de toda a classe de pecados porque comem alimentos que são primeiro oferecidos em sacrifício (oferecidos ao Senhor). Os demais, que preparam os alimentos para gozo pessoal dos sentidos, em verdade só comem pecado.” (Gita 3:13).

Na Bíblia encontramos várias outras referências ao vegetarianismo:

“Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça” (Romanos 14:21).

“E disse Deus: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra, e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento” (Gênesis 1:29).

Passaram muitos anos e a humanidade decaiu, então foram escravizados, empreenderam guerras, comeram animais e cometeram vários outros atos violentos. Mas os profetas nos falam que um reino pacífico virá o qual será não violento e vegetariano. Onde, “O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leãozinho e o animal cevado andarão juntos e um menino os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi” (Isaías 11:6–7).

Jesus é o Príncipe da Paz que introduz solenemente esta nova era de não-violência. Quando os cristãos rezam, “Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu” é uma oração dada a nós por Jesus, que obriga-nos a mudar nossas vidas, fazer escolhas que são misericordiosas e amorosas quanto possível. Não haverá nenhuma fazenda de exploração animal nem matadouros no céu.

Deus criou cada animal com a capacidade de sentir dor e sofrimento físico ou mental. Mas, nas fazendas de exploração, animais tem seus chifres arrancados, seus bicos queimados e são castrados sem anestesia. Visando a maximização de lucros eles são confinados em cubículos apertados e são alterados geneticamente, de forma que a maioria sofrem deficiências físicas e deformações ósseas porque suas pernas não podem sustentar os corpos cientificamente aumentados. Finalmente eles são transportados em caminhões sem comida e água, muitas vezes através de temperaturas extremas com destino a uma morte amedrontadora e infernal.

Jesus Cristo diz: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome, venha o teu reino, faça-se a Tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoados aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal, pois é o reino, o poder e a glória para sempre, Amém.” (Matheus 6:9–13).

REAÇÕES KÁRMICAS

O apóstolo Paulo disse: “Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7). Moisés escrever: “Não te curvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam” (Êxodo 20:5) — “Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estais certos de que o vosso pecado vos há de atingir” (Números 23:32) — “Do suor do teu rosto comerás o teu pão, e ao pó tornarás” (Gênesis 3:19). O Bhagavad-gita está baseado na reencarnação e reação kármica, e declara que enquanto o corpo é provisório, a alma nunca morre (Gita, 2:12) e todo o mundo está sofrendo ou desfrutando os resultados das reações kármicas passadas e presentes.

SUCESSÃO DISCIPULAR

O apóstolo João disse: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1:1) — “Prosseguiu, pois, Jesus: Quando tiverdes levantado o Filho do Homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o Pai me ensinou, assim falo” (João 8:28) — “Disse-lhes, pois, Jesus: “Em verdade, em verdade vos digo que o Filho de si mesmo nada pode fazer, senão o que vir o Pai fazer; porque tudo quanto Ele faz o Filho faz igualmente” (João 5:19). Semelhantemente, todas as escrituras Védicas declaram que a “sabda” ou “palavra de Deus”, ouvida de um Guru ou mestre espiritual autêntico é o único modo para fazer avanços espirituais. No Bhagavad-gita, Sri Krishna ordena: “Tenta aprender a verdade aproximando-te de um mestre espiritual. Faze-lhe perguntas com submissão e presta-lhe serviço. As almas auto-realizadas te podem transmitir conhecimento porque viram a verdade” (4:34). O Mukunda Upanishad (1.2:12) declara que um estudante sincero tem que chegar a um guru ideal para receber conhecimento transcendental e esclarecimento.

MORADA ETERNA

No livro do Apocalipse é dito: “E ali não haverá mais noite e não necessitarão de luz de lâmpada nem da luz do sol, porque o Senhor os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 22:5). Semelhantemente Sri Krishna diz: “Essa Minha morada suprema não é iluminada pelo sol ou pela lua, nem pelo fogo ou pela eletricidade. Aqueles que alcaçam jamais retornam a este mundo material” (Bhagavad-gita, 15:6). Assim ambas as escrituras falam sobre a morada eterna, indestrutível morada do Senhor e iluminada pelo Seu esplendor.

ENCARNAÇÕES DO SENHOR

O nome de Cristo revela alguma coisa sobre Seu caráter. A palavra Cristo ou “Christos” e a tradução grega do Hebraico “Messias” que quer dizer “o consagrado ou ungido”. Nas escrituras Védicas alguém que foi consgrado deste modo ou foi autorizado é chamado um avatara (alquém que desce), mais especificamente um “shaktyavesa avatara” — um que foi autorizado diretamente por Deus para descer para uma missão particular. No Brahma Samhita (Texto 46), é dito “A luz de uma vela que é passada a outras velas, embora queimando separadamente delas, é a mesma em sua qualidade. Eu adoro o Senhor Govinda que se exibe igualmente da mesma maneira nas Suas várias manifestações”.

MISSÃO

O nome Jesus é derivado do nome Hebraico Joshua ou Jahveh, significando salvação ou libertação. Jesus é chamado assim porque ele salva ou livra os Seus fiéis do pecado. “Ela dará a luz um filho, a quem chamarás Jesus; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Matheus 1:21). Semelhantemente, Sri Krishna declara: “Sempre e onde haja um declínio na prática religiosa, ó descendente de Bharata, e um aumento predominante da irreligião — neste momento Eu próprio desço”. (4:7–8). Quando Krishna diz que Ele próprio desce as escrituras explicam que isso significa 1) Ele vem pessoalmente, como fez a 5.000 anos na Sua forma original de Krishna ou a 500 anos atrás como o Senhor Caitanya Mahaprabhu ou 2) Ele manda um representante Seu, como o Senhor Jesus Cristo, Muhammad, ou Sua Divina Graça Srila Prabhupada e sua sociedade, a ISKCON.

DUALIDADE DE DEUS E ENTIDADE VIVA

Jesus disse: “Ouvistes que eu vos disse: Vou, e voltarei a vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que vá para o Pai; porque o Pai é maior do que eu” (João 4:28). No Bhagavad-gita está escrito: “As entidades vivas neste mundo condicionado são minhas eternas partes fragmentárias. Por força da vida condicionada, elas empreendem árdua luta com os seis sentidos, entre os quais se inclui a mente” (Gita 15:7). Assim em ambas as filosofias há uma distinção clara feita entre Deus e a entidade viva.

IGUALDADE DE TODAS AS ENTIDADES VIVAS

No Gênesis está escrito: “Deus, pois, fez os animais selvagens segundo as suas espécies, e os animais domésticos segundo as suas espécies, e todos os répteis da terra segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era Bom” (Gênesis 1:15). Sri Krishna diz: “Ó filho de Kunti, deve-se compreender que é com o nascimento nesta natureza material que todas as entidades vivas, em todas as espécies de vida, tornam-se possíveis, e que Eu sou o pai que dá a semente” (Gita 14:4). Deus é o Pai de todas as entidades vivas, não só os seres humanos. Portanto não temos o direito de matar ou maltratar outras entidades vivas desnecessariamente.

PERDÃO

Ambas as filosofias ordenam que aqueles que estão aguentando os resultados das suas atividades, boas ou ruins, mas se rendem imediatamente a Deus são perdoados de todos os pecados. Esta rendição deve ser genuína, pelo coração, não só pela língua. O significado de perdão é que uma vez perdoado, a atividade ofensiva é parada. Por exemplo o senhor Jesus perdoou uma adúltera com a proibição “E disse-lhes Jesus: Nem eu te conheço; Vái-te e não peques mais” (João 8:11). Vemos também: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã” (Isaías 1:18). Sri Krishna diz: “Mesmo que alguém cometa ações das mais abomináveis se tiver ocupado em serviço devocional deve ser considerado santo porque está devidamente situado em sua determinação. Ele logo se torna virtuoso e alcança paz duradoura. Ó filho de Kunti, declare ousadamente que Meu devoto jamais perece” (Gita 9:30–31).

CONCLUSÃO

Assim nós vemos que há muitas semelhanças nas duas filosofias. Religião significa as leis de Deus. Pode haver diferença em práticas — na realidade haverá diferenças em práticas baseado em tempo, lugar e circunstâncias. Sri Krishna diz que de acordo com o modo da sua natureza a pessoa evolui um tipo particular de fé (Gita 17:3). O sábio que entende isso, procura os caminhos da consciência de Deus, conforme as Suas instruções originais, sem qualquer interpretação incentivada. Mas a essência de todas as religiões tem que ser a mesma — cultivar a constante consciência de Krishna, ou de Deus, e assim desenvolver amor puro por Ele. A vantagem das escrituras  védicas, é que nelas nós encontramos descrições detalhadas e científicas desse processo, sem limitações geográficas, culturais ou temporais, que todos podem aplicar em suas vidas, independentemente de sua idade, raça, cor, sexo, nacionalidade, religião, etc.

Trecho extraído do Diário Hare Krishna : 

http://diarioharekrishna.blogspot.com.br/2013/12/cristo-e-krishna-semelhanca-entre-seus.html

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