Sada's Blog – ब्लॉग

Soul's expressions – आत्मा भाव

Sobre os Ciclos de 7 anos … December 9, 2014

Filed under: Mestres,Osho,Spirituality — Sada @ 5:37 pm

     

ciclos

“A vida tem círculos de sete anos, ela se move em círculos … exatamente como a terra faz uma rotação em seu eixo em vinte e quatro horas … Ninguém sabe porque não são nem vinte e cinco nem vinte e três horas. Não há nenhum jeito de se responder isso. É simplesmente um fato … se você compreender esses círculos de sete anos, você compreenderá uma grande coisa sobre o crescimento humano.

Os primeiros sete anos são os mais importantes porque os alicerces da vida estão sendo assentados. É por isso que todas as religiões estão muito preocupadas em agarrar as crianças o mais rápido possível …
Aqueles primeiros sete anos são os anos em que você é condicionado, é preenchido com todos os tipos de idéias que irão atormentá-lo ao longo de toda a sua vida, que irão distraí-lo de sua potencialidade, que irão corrompê-lo, que nunca irão lhe permitir ver claramente. Elas sempre virão como nuvens diante de seus olhos e irão fazer com que tudo fique confuso. As coisas são claras, muito claras. A existência é absolutamente clara. Mas os seus olhos têm camadas e mais camadas de poeira.
E toda essa poeira foi arranjada nos primeiros sete anos de sua vida, quando você era tão inocente, tão confiante, que qualquer coisa que lhe fosse dita você aceitava como sendo verdadeira. E mais tarde, será muito difícil você descobrir tudo aquilo que entrou em seus alicerces. Terá se tornado quase parte de seu sangue, ossos, de sua própria medula. Você perguntará mil outras questões, mas você nunca perguntará a respeito dos alicerces básicos de suas crenças.
A primeira expressão de amor para com a criança é deixá-la absolutamente inocente em seus primeiros sete anos, sem condicionamento, deixá-la por sete anos completamente selvagem, uma pagã. Ela não deveria ser convertida ao hinduismo, ao islamismo, ao cristianismo. Qualquer um que esteja tentando converter a criança, não tem compaixão, é cruel, está contaminando a própria alma de um viçoso recém-chegado. Antes mesmo que a criança tenha formulado perguntas, ela já terá recebido respostas com filosofias , dogmas e ideologias pré-fabricadas. Essa é uma situação muito estranha. A criança não perguntou a respeito de Deus e você já está lhe ensinando.  Por que tanta impaciência? Espere!
Se algum dia a criança demonstrar interesse por Deus e começar a perguntar a respeito, então tente dizer a ela não apenas a sua idéia sobre Deus, porque ninguém tem qualquer monopólio. Coloque diante dela todas as idéias de Deus que estiveram presentes em diferentes povos, em épocas diferentes, por religiões, culturas e civilizações diferentes. E lhe diga: ‘Você pode escolher dentre essas aquela que mais lhe atrai. Ou você pode inventar a sua própria, se nenhuma estiver adequada. Se todas lhe parecerem defeituosas, e você achar que pode ter uma idéia melhor, então invente a sua própria. Ou se você achar que não há jeito de inventar uma idéia sem falhas, então abandone toda essa história, ela não é necessária. Um homem pode viver sem Deus.’
Não há qualquer necessidade de que o filho tenha que concordar com o pai. Na verdade parece muito melhor que ele não tenha que concordar. É assim que a evolução acontece. Se toda criança concordar com o pai, então não haverá qualquer evolução, porque o pai terá concordado com seu próprio pai, e todo mundo estará no ponto em que Deus deixou Adão e Eva: nus e expulsos do jardim do Éden. Todo mundo estará lá. O homem tem evoluído porque os filhos têm discordado de seus pais, dos pais de seus pais e de todas as tradições. Toda essa evolução é uma tremenda divergência com o passado. Quanto mais inteligente você for, mais você irá discordar. Mas os pais valorizam as crianças que concordam e condenam as que discordam.
Até os sete anos, se a criança puder ser deixada inocente, não corrompida pelas idéias dos outros, assim tornar-se-á impossível distraí-la de seu crescimento potencial.Os primeiros sete anos da criança são os mais vulneráveis. E elas estão nas mãos dos pais, dos professores, dos sacerdotes….
Como defender as crianças dos pais, dos sacerdotes e dos professores é uma questão de tamanha proporção que parece quase impossível de se fazer. Não é uma questão de ajudar a criança. A questão é proteger a criança. Se você tiver uma criança, proteja-a de si mesmo. Proteja a criança dos outros que possam influenciá-la, pelo menos até os sete anos, proteja-a. A criança é como uma pequena plantinha, fraca e suave. Um simples vento forte pode destruí-la, qualquer animal pode comê-la. Você põe um fio protetor ao redor dela, mas não a aprisiona, você está simplesmente protegendo-a.Quando a planta estiver maior, o fio será removido.
Proteja a criança de todo tipo de influência de modo que ela possa permanecer ela mesma. Aos sete anos ele estará bem enraizado, centrado, forte o suficiente. Você não sabe o quanto uma criança de sete anos pode ser forte porque você só tem visto crianças corrompidas. Elas carregam os medos e a covardia de seus pais, mães e familiares. Elas não são elas mesmas.
Se uma criança permanecer sem ser corrompida por sete anos… Você ficará surpreso … Ela será tão afiada como uma espada. Seus olhos serão claros, seus insights serão claros. E você verá nela uma tremenda força que você não poderá encontrar nem mesmo num adulto de setenta anos.
Se você é um pai (ou mãe), você precisará muito dessa coragem para não interferir. Abra portas para direções desconhecidas de modo que a criança possa explorá-las. Ela não conhece o que ela tem dentro dela, ninguém sabe. Ela terá que tatear no escuro. Não faça com que ela tenha medo do escuro, não faça com que ela tenha medo do fracasso, não faça com que ela tenha medo do desconhecido. Dê a ela suporte. Quando ela estiver indo para uma jornada desconhecida, ofereça a ela todo o seu suporte, com todo o seu amor, com todas as suas bênçãos.
Não deixe que ela seja afetada pelos seus medos. Você pode ter medos, mas mantenha-os consigo mesmo. Não descarregue esses medos em cima da criança, porque isso será interferência.

Depois dos sete anos, no próximo círculo de sete anos, dos sete aos quatorze, algo novo é acrescentado à vida: os primeiros alvoroços da energia sexual da criança. Mas elas são apenas uma espécie de ensaio.
Ser pai é uma tarefa difícil. Assim, a não ser que você esteja pronto para assumir tal tarefa difícil, não se torne um pai. As pessoas simplesmente seguem se tornando pais e mães sem saber o que estão fazendo. Você está trazendo uma vida à existência e todo o cuidado do mundo será necessário.
Agora, quando a criança começa a brincar com seus ensaios sexuais, é o tempo em que os pais mais interferem, porque foi assim que fizeram com eles. Tudo o que eles sabem é o que foi feito com eles, assim eles seguem fazendo o mesmo com as suas crianças. As sociedades não permitem ensaio sexual, pelo menos não permitiram até o século XX, exceto nas duas e três últimas décadas em alguns países muito avançados. Agora já existem escolas mistas para as crianças, mas em um país como a Índia, mesmo agora, a educação mista começa a surgir apenas no nível universitário.
O menino de sete anos e a menina de sete anos não podem estar no mesmo internato. E este é o momento para eles, sem qualquer risco, sem perigo de gravidez, sem que quaisquer problemas surjam para suas famílias; este é o momento em que lhes deveriam ser permitidas todas as brincadeiras.
Sim, isso terá uma conotação sexual, mas será só um ensaio, não se trata de um drama teatral verdadeiro. E se você não permitir a eles nem mesmo esse ensaio, de repente então, um dia a cortina se abrirá e o verdadeiro drama começará… E eles não saberão o que está acontecendo e não haverá nem mesmo aquela pessoa escondida no palco para lhes soprar o que devem fazer. Você terá bagunçado a vida deles completamente.
Esses sete anos, o segundo círculo da vida, são significantes como um ensaio. Eles se encontrarão, se misturarão, brincarão e se conhecerão. E isso ajudará à humanidade a se livrar de quase noventa por cento das perversões. Se às crianças dos sete aos quatorze for permitido estarem juntas, nadarem juntas, estarem nuas juntas, noventa por cento das perversões e noventa por cento das pornografias irão simplesmente desaparecer. Quem irá dar atenção a essas coisas?
Quando um garoto conheceu tantas garotas nuas, que interesse uma revista tipo Playboy poderá ter para ele? Quando uma garota tiver visto tantos garotos nus, eu não vejo qualquer possibilidade de existir curiosidade a respeito do outro. Isso simplesmente desaparecerá. Eles irão crescer juntos naturalmente, não como duas espécies diferentes de animais. É assim que eles crescem agora, como duas espécies diferentes de animais. Eles não pertencem à mesma espécie humana, eles são mantidos separados. Mil e uma barreiras são criadas entre eles, e não lhes permitem qualquer ensaio de sua vida sexual que está chegando…
Se você tiver feito o dever de casa direitinho, se você tiver brincado com sua energia sexual exatamente com o espírito de um desportista (e naquela idade este é o único espírito que você poderia ter), você não se tornará um pervertido, um homossexual.  Todo tipo de coisas estranhas não virão à sua cabeça, porque você está se movendo naturalmente com o outro sexo e o outro sexo está se movendo com você. Não haverá qualquer bloqueio e você não estará fazendo nada errado com quem quer que seja. Sua consciência estará clara porque ninguém pôs nela idéias do que é certo e do que é errado. Você simplesmente está sendo o que você é. 

Dos quatorze aos vinte e um o seu sexo amadurece. E isso é significante para se entender: se o ensaio tiver sido bom no período dos sete aos quatorze quando o sexo amadurece, acontece uma coisa muito estranha que você nem mesmo deve ter pensado a respeito, porque não lhe foi dada a oportunidade. Eu disse a você que o segundo círculo de sete anos, dos sete aos quatorze, deu a você um vislumbre de antes da peça teatral. O terceiro círculo de sete anos da a você um vislumbre do que vem depois.Você está ainda com garotas ou garotos, mas agora uma nova fase começa em seu ser: você começa a se apaixonar.

Não é ainda um interesse biológico. Você não está interessado em procriar, você não está interessado em se tornar marido ou esposa. Esses são os anos dos jogos românticos. Você está mais interessado na beleza, no amor, na poesia, na escultura, que são fases diferentes de romantismo. 

Dos vinte e um aos vinte e oito é um tempo em que eles podem se acertar. Eles podem escolher um companheiro. E eles são capazes de escolher agora, através de toda a experiência dos dois círculos passados eles podem escolher o companheiro certo. Não há mais ninguém que possa fazer isso por você. Isso é algo como um pressentimento.  Nenhuma aritmética, nenhuma astrologia, nenhuma quiromancia, nenhum I-Ching poderão fazer isso.
Isso é um pressentimento: entrando em contato com muitas, muitas pessoas, de repente alguma coisa dá um clique que nunca deu com qualquer outra pessoa. E isso clica com tanta certeza e tão absolutamente, que você não pode nem mesmo duvidar. Mesmo se você tentar duvidar, você não conseguirá. A certeza é tão tremenda. Com esse clique vocês se acertam.
Entre os vinte e um e os vinte e oito, em algum lugar, se tudo correr bem do jeito que eu estou dizendo, sem interferência de outros, então vocês se acertam. E o período mais agradável da vida vem
dos vinte e oito aos trinta e cinco: o mais alegre, o mais pacífico e harmonioso, porque duas pessoas começam a se derreter e a se fundir uma com a outra. 

Dos trinta e cinco aos quarenta e dois, um novo passo, uma nova porta se abre. Se até os trinta e cinco você sentiu profunda harmonia, uma sensação orgástica e tiver descoberto a meditação através disso, então, dos trinta e cinco aos quarenta e dois vocês ajudarão um ao outro a ir mais e mais fundo na meditação sem sexo, porque o sexo neste ponto começa a parecer infantil, juvenil. Quarenta e dois anos é o tempo certo quando a pessoa deveria ser capaz de saber exatamente quem ela é.

Dos quarenta e dois aos quarenta e nove ela vai mais fundo e mais fundo na meditação, mais e mais para dentro de si mesmo, e ajuda o companheiro no mesmo caminho. Eles se tornam amigos. Não mais existe marido e não mais existe esposa. Esse tempo já passou. Isso já deu a sua riqueza para a sua vida. Agora existe alguma coisa mais alta, mais alta que o amor. Isso é amizade, um relacionamento de compaixão para ajudar o outro a ir mais fundo dentro de si mesmo, a se tornar mais independente, a se tornar mais só, como duas árvores altas, separadas mas ainda próximas uma da outra, ou dois pilares num templo suportando o mesmo teto, estando tão próximos e tão separados, tão independentes e tão sós. 

Dos quarenta e nove aos cinqüenta e seis essa solitude se torna o foco de seu ser. Tudo no mundo perde o significado. A única coisa significante que permanece é essa solitude.

Dos cinqüenta e seis aos sessenta e três você se torna totalmente o que você está para ser: o florescimento potencial. 

Dos sessenta e três aos setenta você começa a ficar pronto para deixar o corpo. Agora você sabe que não é o corpo, você sabe que também não é a mente. O corpo era conhecido como separado de você em algum lugar quando você tinha trinta e cinco anos. Que a mente está separada de você foi conhecido em algum lugar quando você tinha quarenta e nove anos. Agora, tudo mais foi deixado de lado exceto a auto observação. Só a pura consciência, a chama da consciência permanece com você, e isso é a preparação para a morte.

Setenta é a duração de vida natural para o homem. E se as coisas se moverem em seu curso natural, então ele morre com tremenda alegria, em grande êxtase, sentindo-se imensamente abençoado porque a sua vida não foi sem significado e que, pelo menos, ele encontrou o seu lar. E por causa dessa riqueza, dessa realização, ele é capaz de abençoar toda a existência.
Só por estar perto de tal pessoa, quando ela está morrendo, é uma grande oportunidade. Você sentirá, na medida em que ele deixa o corpo, algumas flores invisíveis caindo sobre você. Embora você não possa vê-las, você poderá senti-las.” 

Por Osho 

                                                            

Advertisements
 

Florescimento February 23, 2014

Filed under: Inspirações,Meditação,Mestres,Osho,Spirituality — Sada @ 10:47 pm

girasol

“Seja verdadeiro consigo mesmo, porque sua própria verdade poderá levá-lo à verdade suprema.

A verdade das outras pessoas não pode ser a sua própria. Você traz dentro de si uma semente.
Apenas se essa semente crescer e se tornar uma árvore, você irá florescer. Nesse caso você estará em êxtase, terá uma bênção.
Mas se você está seguindo outros, essa semente permanecerá morta. E você poderá acumular todas as idéias do mundo e ser bem-sucedido, mas irá sentir-se vazio porque nada mais pode preenchê-lo.

Você só irá encontrar o contentamento quando sua verdade florescer, nunca antes disso.”

 Osho

 

Auto-realização & centramento

Filed under: Meditação,Mestres,Osho,Spirituality — Sada @ 10:26 pm
1507667_579784972106846_1920123281_n

“O ser humano nasce como uma possibilidade. Ele pode se tornar alguma coisa, ele pode alcançar a sua potencialidade; ele pode não alcançar. A oportunidade pode ser usada, ou pode não ser usada. E a natureza não te força a nada – você é livre.

Você pode escolher tornar-se real, você pode escolher não fazer nada quanto a isso, ou seja, o homem nasce como uma semente. Assim, nenhum homem nasce preenchido – apenas com a possibilidade do preenchimento.

Então, a auto realização se torna uma necessidade básica. Porque, a menos que você seja preenchido, a menos que você se torne o que pode ser, você sentirá que perdeu alguma coisa.

Não é que você esteja perdendo riqueza ou posição, prestígio ou poder. Mesmo que você alcance tudo o que quer – riqueza, prestígio, poder, qualquer coisa -, você sentirá essa constante sensação de alguma coisa faltando dentro de você, porque essa coisa faltando não está relacionada com o exterior. Ela está relacionada com o seu crescimento interior.

Assim, a auto realização significa que a semente agora floresceu. Ela chegou ao crescimento completo, um crescimento interior, à finalidade interna. E no momento que você sente que suas potencialidades se tornaram reais, você sentirá o pico da vida, do amor, da própria existência.

Quando alguém alcança a si mesmo, ele chega a um pico – um pico de bem aventurança. Então não há nenhum anseio por mais nada. O que quer que ele seja, ele está totalmente contente consigo mesmo. Agora, nada está faltando; não há desejo, nem demanda, nem movimento.

A auto realização se torna uma experiência de pico, então, tudo o que ela toca, tudo o que ela está fazendo é uma experiência de pico para ela.

Um Buda é uma pessoa auto realizada. E esse florescimento interior dá um constante jorrar de bem aventurança. Todos aqueles que chegam, ainda que dentro de suas sombras, todos aqueles que chegam perto deles, sentem uma atmosfera silenciosa em torno de si.

Na verdade, uma pessoa auto realizada se tornará sem desejo. Se você conhecer a si mesmo, você se tornará sem desejo.

O desejo significa que você não está preenchido internamente, você está sentindo falta de alguma coisa; assim você anseia por ela. Perceba… Você se mantém, de um desejo para outro, em busca de preenchimento. Essa busca nunca termina, porque um desejo cria outro desejo.

Quanto mais você se tornar real, auto realizado, menos e menos desejos serão sentidos, porque, na verdade, eles são sentidos somente porque você está vazio internamente. Quando você não está vazio internamente, o desejar cessa.

 Auto realização quer dizer que você deve se tornar um ser humano total e ser um ser humano total significa, em primeiro lugar, estar centrado …

Um ser humano total é centrado. O que quer que ele faça, ele permanece no centro. Se sua mente está funcionando, ele está pensando; o pensamento continua na mente, mas ele permanece em seu centro. O centro nunca é esquecido. Ele usa a cabeça, mas ele nunca se move para a cabeça. Ele usa o coração, mas ele nunca se move para o coração. Todas essas coisas se tornam instrumentos e ele permanece centrado.

Quando alguém está centrado, sua vida é um profundo equilíbrio. Buda chamou isso de caminho do meio. Ele permanece sempre no meio.

Assim, podemos dizer que o homem auto realizado está sempre à vontade. Vida e morte são idênticas; bem aventurança e miséria são idênticas. Nada o perturba, nada o desloca de seu centramento. A tal pessoa, você não pode tirar nada dele, você não pode adicionar nada a ele – ele está preenchido. Sua própria respiração é uma respiração preenchida, silenciosa, bem aventurada.

Nesse estado, ele alcançou a existência, o ser; ele floresceu como um ser humano total. ” 

Osho

 

Respeito, proteção & liberdade! October 12, 2013

Filed under: Inspirações,Mestres,Osho — Sada @ 12:48 pm

osho com criança

Cada criança nasce com possibilidades tão grandes, com tanto potencial que se tiver permissão e for auxiliada a desenvolver a própria individualidade sem qualquer impedimento vindo dos outros, teremos um mundo lindo, teremos muitos Budas e muitos Sócrates e muitos Jesuses, teremos uma tremenda variedade de gênios. O gênio acontece muito raramente, não porque gênios nasçam raramente, não; o gênio acontece raramente porque é muito difícil escapar do processo de condicionamento da sociedade. Somente de vez em quando uma criança consegue, de alguma forma, escapar de suas garras.
Se você ama, você não interfere e você diz: “Sim, vá com minhas bênçãos. Procure, busque a sua verdade. Seja tudo aquilo que deseja ser. Eu não vou ficar no seu caminho. E não vou incomodá-lo com minhas experiências. Você não é eu. Você pode ter vindo através de mim, mas você não deve ser uma cópia de mim.
Você não deve me imitar. Eu vivi a minha vida – você viva a sua. Não vou sobrecarregá-lo com minhas experiências não vividas. Eu não vou sobrecarregá-lo com meus desejos não satisfeitos. Eu farei com que permaneça leve. Eu o auxiliarei – seja tudo o que quiser ser, com todas as minhas bênçãos e com toda a minha ajuda.
Os filhos vêm através de vocês, mas eles pertencem à Criação, pertencem à totalidade. Não os possua. Não comece a pensar que esses lhes pertencem. Como podem lhes pertencer? Uma vez que essa visão aflore em você, então não haverá mais crueldade. Agora seja consciente. Busque a felicidade. Descubra como ser feliz. Medite, ore, ame. Viva apaixonada e intensamente! Se você tiver conhecido a felicidade, você não será cruel com ninguém – não poderá ser. Se você tiver saboreado algo na vida, jamais será destrutivo com ninguém. Como pode ser destrutivo com seus próprios filhos? Você não pode ser destrutivo com pessoa alguma.
Assim não posso lhe dar a chave de como evitar – eu posso apenas lhe dar um “insight”. O “insight” é: seus pais foram infelizes – por favor, você seja feliz. Seus pais foram inconscientes – você, seja consciente. E essas duas coisas – consciência e felicidade – não são realmente duas coisas, mas dois lados da mesma moeda.
Eu gostaria que vocês tivessem respeito pelas crianças. As crianças merecem todo o respeito que você for capaz de dar porque elas são tão frescas, tão inocentes, tão próximas da divindade. Está na hora de respeitá-las, e não de forçá-las a respeitar todos os tipos de corruptos – astutos, trapaceiros – simplesmente porque são velhos. Eu gostaria de inverter a coisa toda: respeito para com as crianças porque elas estão mais próximas da fonte, você está distante. Elas ainda são originais, você já é uma cópia carbono. E você é capaz de entender o que pode ocorrer se você tiver respeito pelas crianças? Através do amor e do respeito você pode protegê-las, evitando que tomem caminhos errados – não por medo, mas a partir do seu amor e respeito. 

Osho

 

 
 

Rebeldia X Violência June 21, 2013

Filed under: Inspirações,Mestres,Osho,Spirituality — Sada @ 10:39 pm
hippies

A violência nunca pode ser uma parte do espírito rebelde, pela simples razão de que a violência é todo o passado da humanidade – e o rebelde quer ser descontínuo com o passado.A violência tem sido a forma de vida por milênios. Direta ou indiretamente, temos vivido sob a violência. Nossos exércitos, nossa polícia, nossas cadeias, nossos juízes,  nossas guerras, nossas assim chamadas grandes religiões, todos têm vivido em violência. E violência, reduzida à sua essência, é desrespeitosa para com a vida.…  A violência é uma violação da vida e da consciência. Ela é destrutiva …

O rebelde é um criador; toda a sua filosofia é aquela da criatividade. Temos vivido em destrutividade por muito, muito tempo, e qual é o benefício? … 

… Fins corretos podem ser atingidos somente por meios corretos. Através da violência você não pode conseguir uma humanidade pacífica, silenciosa, amorosa. A violência estará nas raízes, ela envenenará toda a sua superestrutura.

O rebelde tem que ser não-violento, por pura necessidade.

A não ser que ele seja não-violento, ele não pode ser o veículo de uma humanidade pacífica, sem guerras, sem classes.

Se você semear as sementes da violência, você não pode esperar e confiar que as flores não sejam afetadas pela violência. Essas flores virão das sementes que você semeou. 

É desonroso ver que ainda necessitamos de exércitos, que ainda necessitamos de armas nucleares. É desonroso ver que necessitamos de polícias, de tribunais, de cadeias. Uma humanidade melhor, um homem mais consciente, se livrará de todas essas coisas sem sentido que nos cercam e poluem todo o nosso ser.

O rebelde não pode ter o coração dividido. Ele não pode ser um selecionador: não pode escolher algumas coisas do passado e deixar de escolher algumas outras. O passado, como um todo, deve ser completamente negado. Somente então podemos nos livrar do barbarismo da humanidade, da crueldade, da violência e de um desrespeito pela vida e pela existência profundamente enraizado.

Reverência pela vida é minha abordagem.

O rebelde estará pronto para morrer, mas não estará pronto para matar

O rebelde deve confiar no amor … deve estar consciente … 

Aqui, não estou falando apenas da rebelião política.

A violência está simplesmente fora de questão … – nós já destruímos e já matamos o suficiente – … É hora de acabar com toda essa maneira idiota da viver.

A rebelião não foi tentada em larga escala. Apenas com o esforço de milhões de pessoas  … destruindo todos os tipos de discriminações que criam violência, estaremos abrindo o espaço, o intervalo, a descontinuidade que pode salvar o homem e a vida neste planeta.”

Osho

 

Filhos do Sol – सूरज के बच्चे April 28, 2013

Filed under: Astrology,Meditação,Mestres,Osho,Spirituality — Sada @ 4:37 am
astrologia
” … Do ponto de vista científico, todo o sistema solar nasceu do sol. 
A Lua, Marte, Júpiter e todos os outros planetas, incluindo esta Terra, são todos partes orgânicas do sol.
Lentamente, a vida brotou na Terra – das plantas ao homem. O homem é uma parte orgânica da Terram que é parte orgânica do sol. É como uma mãe que tem uma filha, que por sua vez também tem uma filha e em todos os três flui o mesmo sangue. Seus corpos são feitos de células similares. Os cientistas usam a palavra “empatia” significando sensibilidade compartilhada. Estas coisas que nasceram da mesma fonte possuem um tipo de experiência interior compartilhada.
Tudo que acontece no sol cria uma vibração em cada célula de nossos corpos. Tem que ser dessa forma porque nossas células nasceram do sol.
O sol parece estar a uma grande distância, mas ele não está tão longe. Em todo elemento de nosso sangue e em cada partícula de nossos ossos vivem os átomos do sol, somos parte do sol e, assim, não é de admirar que nossas vidas sejam influenciadas por ele.
Existe uma espécie de empatia entre nós e o sol. Se entendermos corretamente essa empatia, podemos penetrar numa dimensão da astrologia.
Sua consciência ou percepção de algo não é um imperativo para que isso exista.
A astrologia diz que há campos de energia ao redor de nós que prosseguem nos influenciando continuamente.
Logo que nasce uma criança, ela está sujeita a todas as influências do mundo. Na linguagem da ciência, podemos descrever o nascimento como um processo de exposição.
É exatamente como se expuséssemos um filme numa câmara. Você pressiona o botão de exposição da câmara e, instantaneamente, as janelas das lentes abrem e fecham e tudo que estava em frente da câmara fica automaticamente registrado no filme. O filme é exposto sem afetar a exposição anterior. O filme capturou a imagem da cena para sempre.
Similarmente, quando uma criança é concebida no útero da mãe, essa é a primeira exposição da criança. No dia que a criança nasce acontece a segunda exposição. Essas duas exposições são registradas na mente sensitiva da criança, como no filme. O mundo como ele é naquele momento é impresso na criança e assim há uma empatia na criança pelo mundo como ele é naquele momento.
 O nome desse relacionamento cósmico interconectado é astrologia.
O significado e a essência da astrologia é de que não estamos separados, somos um com o universo.
Não somente o ontem, mas também o amanhã, não somente o que já chegou, mas também o que está vindo; não somente o sol que surgiu hoje, mas também o sol que surgirá amanhã – todos são participantes. 
O ontem me fez e o amanhã também me fez: isso é astrologia.
Os momentos futuros também determinam o momento presente. Este momento presente poderia não existir se não houvesse momentos futuros. 
Uma vez que alguém se descubra conectado com essa unidade interior do passado e do futuro, esse alguém estará capacitado para entender a astrologia … Desse modo, a astrologia se torna espiritualidade.”

 

Osho  

 

Confie! – आत्मविश्वास April 21, 2013

Filed under: Mestres,Osho,Spirituality — Sada @ 3:59 am

balet

“A diferença entre confiar e ser ingênuo é vasta, mesmo assim a linha divisória é muito sutil.
Ser ingênuo significa ser ignorante. Confiar é o ato mais inteligente da existência.

E os sintomas a serem lembrados são:

Ambas serão enganados, ambas serão trapaceados, mas a pessoa que é ingênua se sentirá enganada, trapaceada, ficará com raiva, começará a não confiar nas pessoas. Sua ingenuidade, mais cedo ou mais tarde, se torna desconfiança.

E a pessoa que confia também será enganada, trapaceada, mas não vai se sentir lesada. Ela simplesmente sentirá compaixão por aqueles que a enganaram, que a trapacearam, e sua confiança não será perdida. Sua confiança jamais se transformará em desconfiança para com o ser humano.

No princípio, ambas parecem iguais. Mas, no final, a qualidade da ingenuidade se transforma em desconfiança, e a qualidade da confiança continua a se tornar mais confiança, mais compaixão, mais compreensão das fraquezas humanas, da fragilidade humana.

A confiança é tão valiosa que a pessoa está disposta a perder tudo, menos a confiança.”

Osho